16 de outubro de 2014

Profissão?

Há algum tempo eu já queria escrever sobre a minha formação, minhas experiências e principalmente minhas dúvidas e indecisões. Muitas vezes eu até comecei algum rascunho, mas a indecisão era tanta que não me permitia fluir as palavras, ou colocá-las em ordem.
Agora estou escrevendo... estou decidida? Não. Estou parcialmente direcionada.
Sempre gostei de fotografia, mas não conhecia o mercado, por isso escolhi fazer publicidade e propaganda, que é um curso mais amplo e tem fotografia na grade. Não aprendi muita coisa nas aulas. Afirmo sobre a matéria que em um semestre era possível sim focar num conteúdo além da história e prática com câmeras “programadas”. Eu não aprendi a fotometrar e isso se ensina em qualquer workshop básico de fim de semana. A culpa não é do professor, e diga-se de passagem, ele foi um dos professores mais bacanas que tive.
Faculdade é um embasamento tão simples. Hoje eu sei: só a sala de aula não te garante o mercado de trabalho e o "burro" que senta na fileira ao lado e já trabalha na área, apesar de não ser bom, vai se dar melhor que você. Isso não é pra desmotivar, sim para reforçar que existem mil vídeos tutoriais, conteúdo on line, workshops, cursos livres relacionados a algum de seus interesses na áreas e vão te proporcionar um conhecimento que não está incluso na mensalidade da graduação.
Aprendi isso só  depois de um ano de formada. Depois de me deparar com as dificuldades para entrar no mercado de trabalho sem experiência, sem portfólio, sem estágio. Eu devia ter largado o crescimento salarial que o meu emprego da época me proporcionava, mas eu estava bem naquela zona de conforto, consegui pagar a faculdade com tranqüilidade, só não precisava ter ficado tão no arroz com feijão.
Vale um conselho? Se não pode trocar o emprego pelo estágio na área, faça os cursos on-line, os de fim de semana, veja e pratique com os tutoriais. Os faça no terceiro ano! No quarto o TCC vai consumir até o tempo que você não tem.

Cada um tem um conceito sobre carreira. Eu aposto em se fazer o que gosta. Visivelmente não sou nenhum case de sucesso, mas eu busco o que acredito e quero ganhar dinheiro fazendo o que me faz feliz. 

13 de janeiro de 2014

Minhas.



Sempre achou que sua vida podia ser melhor se estivesse só ou com qualquer outra pessoa que já não dividisse o mesmo teto desde sua existência.
A casa não era das melhores, a companhia diária já havia enjoado. Ser alguém aos olhos da família, sendo outra longe de olhares que protegem já não era suportável, então se foi.
Um novo caminho sem olhar pra trás. Como pó, arrastou o passado para debaixo do tapete velho, já com o “bem-vindo” gasto da porta da casa que deixou. O pisou garantindo não haver qualquer tipo de tropeço e se foi.
Pouco se sabe sobre os jardins e abismos que há nessa jornada, pouco se entende sobre os motivos sórdidos que a tomaram para impensada decisão. Não conseguiu ir longe, nem obter sucesso, apenas um orgulho infindável acompanhado pela inveja e maldade que se libertou junto com a sua suposta liberdade.
Não é independente, não é inteligente, não é elegante, não tem bom gosto ou bom tom. Interessante pela silhueta bem desenhada e trajes insinuantes, apenas. Uma pena.
Hoje relata o dia de sua alforria, biografa suas aflições, repele o egoísmo alheio sem notar que o seu próprio é que o causa, sempre disserta a inveja que sente como sendo do outro, se degrada. Um brinde ao seu grande coração, a pureza exalante em seu olhar e a sua doce voz que declama lindamente cada milímetro de sua dor, de sua felicidade vivida.  
Inexiste o reconhecimento de sua base, não se recorda do amor, da atenção que lhe era dada. Não bastou desligar-se, almejou e alcançou repulsa.
Preocupar-se deve em evitar o passado. Ele pode trazer as boas lembranças facilmente notadas em registros de imagens e causar overdoses de saudades do amor que jamais sentirá outra vez.
Sempre achou que sua vida podia ser melhor se estivesse só ou com qualquer outra pessoa que já não dividisse o mesmo teto desde sua existência. Esqueceu de olhar em volta, não notou que minhas roupas e minha identidade, são minhas.

8 de fevereiro de 2013

Viveu e lembrou amizade



Foi uma amizade de muitos anos. Construída em pequenos passos, fortalecida em muitos momentos e almejada. Caminhos foram surgindo, uma batalha pela continuação apareceu, mas não havia vontade de todas as partes.
É um olhar distante, as vezes um breve resgate e apenas um querer bem.
Foi uma bonita amizade.

É uma amizade de muitos anos. Construída através de outros laços e cada vez mais forte com o passar do tempo. Envolve cumplicidade, lealdade e participação.
Tem um olhar grato e orgulhoso. Almeja felicidade e momentos compartilhados.
É uma maravilhosa amizade.

Será uma amizade para sempre ser lembrada. Construída por um forte sentimento, que de início nem havia sido descoberto. Por momento, tem de ser mais que uma amizade. E independente de amanhã é eterna e eternamente boa.
Tem visão de futuro e de não querer ver mais nada.
É um amor.  

Já nasceu amizade. Se fortalece cada dia mais, mesmo sem nenhum acontecimento. Deriva-se da convivência, de sangue. Não pede tempo, é eterna e não tem distância.
Família.

Está pra acontecer. É impessoal, sem imposição e não está marcada.
Tem a ver com afinidade. Com afinidade e só. Daí se transforma em foi, é ou será.
Pode ser, amizade...

19 de dezembro de 2012

Conclusões de uma conversa entre amigas.

Hoje eu acho que estou com algum problema. Minha concentração esta falha, mas não para falar o que passa na minha cabeça. E quanta coisa passa! Aliás eu queria só escrever sobre, pois estou evitando a oratória. Não quero ouvir minha voz nem em pensamento.
Hoje ela está com vontade própria, fala o que quer. Está um pouco rude ao jorrar sua opinião, ou a objetividade está meio em evidência. Pode ser também que exageradamente sincera. Ou melhor, estou pensando em tanta coisa que me canso só de pensar em falar. A voz não vai acompanhar o raciocínio. É,Pode ser.
Eu sei o que sinto, sei separar bem cada sentimento. É como olhar uma estante, com muitas prateleiras, diversos compartilhamentos e saber o que encaixar e onde. Fiquei orgulhosa por dentro de um contexto conseguir separar as emoções de um único assunto e conseguir resolvê-lo sem atrito. Sem oratória, claro. Hoje. Hoje é dia apenas de dissertar. Reservar-me ao meu monólogo. Responda se quiser e prepare-se para a única opção, a de ser respondido a altura, que pode ser feita de duas opções: uma tréplica argumentativa, ou meu silêncio.
Silêncio? Fique com a conclusão que desejar: quem cala, consente; ou simplesmente não vale a pena.

Não vejo mais como um problema, era uma autoanálise. Olhar de fora.

7 de abril de 2012

Avante

Ainda bem que a vida é assim, feita por bons momentos que a gente esquece!
É bom lembrar das coisas, mas sempre, seria tão triste (?).


A nostalgia faz parte, mas olhar pra frente e viver o novo, que aliás pode ser melhor, é o melhor.
As pessoas são passageiras, renovam os compromissos, as amizades, mudam, aprendem, evoluem!
Assim como aquilo que diz que "só os fortes entendem", em nossas vidas "só os fortes sobrevivem", "os outros são os outro e só..." rs - Os outros, Leoni ♪
Não menos importantes, fazem parte dos degraus que nos levam até a descoberta daquele tão sonhado "quem sou eu?", ao topo de nós mesmos. Como repete sempre uma estimada amiga "cada um que passa em nossa vida leva um pouco de nós e deixa um pouco de si" (algo assim, nesse sentido).
Enfim, ciclos infindáveis e necessários que de início dão aquele frio na barriga e por fim uma saudade tão saudável, mais que isso, a sensação de honra pela emoção vivida.

Nada em especial, apenas tudo que possa agregar.


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20 de julho de 2011

A história dela.

A folha estava em branco a sua frente. Muita coisa havia acontecido naquele ano que ainda estava só na metade... mas como voou.
Ela queria registrar os detalhes de cada momento, mas após cada acontecimento tanta coisa se passou na mente, que os detalhes se perderam em meio às ilusões e agora como fios de cabelo, já não se sabe mais a que cabeça pertencem, mas... Ah, para ela foram tão marcantes que sejam o que forem ela optou por então escrevê-los.
Deu início pelas histórias de romances, pois eram apenas uma felicidade instantânea, nunca nada sério que deva por mais que seu próprio tempo de duração, ser levado em consideração. Apegava-se ao fato de que eram experiências que faziam por vezes sofrer e sempre, sempre crescer. Estava ciente que ainda haviam muitas histórias para acontecer, outras que não aconteceriam e que nenhuma seria como imaginou. Que o mundo gira, que nem tudo que vai, volta e que o que volta, nem sempre é a melhor opção.
Em seguida trabalho. Ela faz uma confusão enorme com isso, acha que as coisas estão corridas e deve aproveitar as oportunidades que lhe surgem (em tudo, não só na carreira) e que não há tempo para começar de novo, afinal pode não dar certo, a hora de errar é agora e tem que saber disso o quanto antes pra tomar o rumo certo, mas como?... Se nem ela sabe o que quer! Decidiu seguir e o que tiver que ser, será! Reza apenas para que seja bom e traga felicidade. Agora busca conhecimento, reconhecimento e crescimento. Fazer e dar o seu melhor.
Sabe que esse caminho é longo e necessário, pretende desenhar seu mapa em linhas visíveis e bem traçadas.
Os amigos foram descritos um a um, sempre enfatizando a relevância em ter amizade em sua vida. Enfatizou OS AMIGOS e não, não eram muitos. Nem sabia se aqueles de quem dizia eram amigos de verdade também. Mas não duvidava, pelo menos naquele momento, e a intenção era tê-los por toda a vida, mesmo que distantes, acreditava que amigos, são amigos e ponto. Citou os amigos que são irmãos, estes eram dois, falou dos que seriam grandes amigos e dos grandes amigos. Falou dos que se acham muito amigos, mas não são considerados e na verdade deveriam, pois além de serem de longa data, estavam sempre ali. Contou sobre a amizade que foi linda, a tentativa de recuperação e desistência dela, deixou clara a tristeza, a saudade, a certeza de que jamais haverá retorno e que não há ressentimentos, só os votos de felicidade.
 Emocionou-se ao tentar expor tudo o que sua família representava, cada membro... como é grata pela família que tem, pelas pessoas que a fazem, a forma que se tratam e que a tratam. Tem sim suas desavenças, seus momentos de altos e baixos ocasionados pelos diversos fatores comuns de quem leva uma vida simples. É isso mesmo, desafios são pontes e fontes de coragem para melhorar e manter a união. Nunca disse com tanta certeza e verdade sobre gratidão e amor, e orgulhava-se de si mesma por não dizê-lo em vão.
 Exatamente nesta ordem os fez, pois queria guardar o melhor para o final, pelo menos o que a ela tinha maior importância. Sabia que não era o maior atrativo aos seus possíveis leitores... Não se importava com isso!
 Com tanta história daria para escrever um livro, mas de que serviriam? Para que sua vida aberta servisse de ”consolo, exemplo, alvo de crítica” para outras pessoas e a fazendo parecer fútil? Não é famosa, quem a espelharia? As pessoas aprendem com os próprios erros e achou desnecessário expor esses personagens reais.
 Ela é muito mais que isso e queria que a percebessem, não que precisasse gritar para que vissem.
Denominava-se por comparações e talvez não fosse o mais correto.  Queria aprender tal habilidade de Fulano e ensinar a sua à Ciclano. Sempre tentou transmitir o que sabia e sempre discretamente a fim de evitar comentários inoportunos. É cautelosa, media os passos, não pisava sobre ovos, mas nunca sabia por onde andava. Ia até onde lhe permitissem e não gostava de infringir as regras e além delas, criava as suas.
Limitada e liberta pelas vontades que faziam a imaginação fluir! E ia tão longe a ponto de confundir o que foi mesmo realidade, se tudo foi invenção ou verdade. Se era quem pensava, ou quem dizia ser. Sabia o que sabia e assim vivia, o que queria. Ela é feliz.



3 de abril de 2011

Senhor Gênio...

Que bom é entrar no jogo lúdico, de fantasiar ter um gênio para realizar um pedido qualquer, independente da grandeza, de valor.
Eu acredito que no mundo de hoje, gênio não é aquele que tem poderes mágicos, mas sim aquele que consegue dentro de suas condições, encontrar novas soluções para os problemas e ser feliz.
O que escolher, em meio a tantas coisas que podemos pedir quando temos a chance de realizar apenas uma?
Eu quero, com a ajuda do gênio, poder me fazer gênio.
Eu quero tempo!
Tempo para viver. 24h é pouco.
Trabalhamos em torno de 6h a 8h por dia, levamos cerca de 1h30 para chegar ao trabalho, 1h de almoço, mais 1h para ir a faculdade, 4h estudando e mais 1h pra chegar em casa. Levantamos mais cedo para nos arrumar. 5 dias por semana e aos fins de semana, maioria das vezes, voltados a trabalhos acadêmicos...
Concordo que isso é para que lá na frente nós tenhamos uma boa vida, confortável, com bens materiais almejados ao longo dessa jornada, família formada, com uma bela festa de comemoração, pagar uma escola qualificada aos filhos, vestir-se bem, comer bem, realizar viagens esporádicas em feriados curtos, e várias outras coisas.
Mas isso é uma felicidade mínima, na verdade é um alívio por realizar o básico, que é necessário para viver sem preocupações maiores.
Eu quero sim ter tudo isso, mas eu quero mais. Preciso de mais!
Eu quero ter tempo de estar com minha família agora. De curtir meus pais, compartilhar o meu dia com eles e viver dias inteiros ao lado deles. Tempo para fazer histórias com os meus amigos, de rir, falar besteira, ganhar novos amigos e manter as amizades. Tempo de conhecer novos lugares, novas culturas, ouvir histórias, ver filmes, me interessar por leitura. Conhecer novas pessoas, viver romances. Tempo para me descobrir, conhecer meus limites, ser eu mesma. Tempo para ficar sozinha, para fazer absolutamente nada, para me arrumar com calma, para dormir, para praticar esportes, fazer arte, fotografar e brindar á vida.
Se o dia fosse mais longo, e carga horária das coisas não aumentassem, eu aproveitaria muito mais e seria muito mais feliz.
Este é um pedido meu, pois sei que o ser humano é adaptável e muitos devido as condições financeiras, por almejar coisas melhores, trabalhariam mais e continuariam sem tempo de viver o que de fato traz felicidade.
Mas a felicidade é tão relativa... é como o gosto, nem todos gostam da mesma coisa e o que me faz feliz, não felicita a todos.
Trabalho e estudos são fundamentais, não só para ganharmos dinheiro e pagar as contas, mas para adquirir responsabilidade, seriedade, maturidade, conhecimento, habilidade, comunicação, desenvoltura, etc. Então não acho válido excluí-los da vida para termos tempo de sobra. Igualdade social seria uma boa escolha, mas de que adianta tê-la se as próprias pessoas por mau uso do dinheiro, consumo excessivo, a fariam novamente.
Sendo assim, acho mesmo que o ideal é boa índole, pensamento forte, maturidade e oportunidade.
Eu peço então... sabedoria, discernimento.
Quem sabe assim damos real valor ao que temos e administramos melhor o nosso tempo. Quem sabe assim os preços abaixem, aumentem os cuidados e qualidade vida.
Quem sabe assim, vivemos.