20 de julho de 2011

A história dela.

A folha estava em branco a sua frente. Muita coisa havia acontecido naquele ano que ainda estava só na metade... mas como voou.
Ela queria registrar os detalhes de cada momento, mas após cada acontecimento tanta coisa se passou na mente, que os detalhes se perderam em meio às ilusões e agora como fios de cabelo, já não se sabe mais a que cabeça pertencem, mas... Ah, para ela foram tão marcantes que sejam o que forem ela optou por então escrevê-los.
Deu início pelas histórias de romances, pois eram apenas uma felicidade instantânea, nunca nada sério que deva por mais que seu próprio tempo de duração, ser levado em consideração. Apegava-se ao fato de que eram experiências que faziam por vezes sofrer e sempre, sempre crescer. Estava ciente que ainda haviam muitas histórias para acontecer, outras que não aconteceriam e que nenhuma seria como imaginou. Que o mundo gira, que nem tudo que vai, volta e que o que volta, nem sempre é a melhor opção.
Em seguida trabalho. Ela faz uma confusão enorme com isso, acha que as coisas estão corridas e deve aproveitar as oportunidades que lhe surgem (em tudo, não só na carreira) e que não há tempo para começar de novo, afinal pode não dar certo, a hora de errar é agora e tem que saber disso o quanto antes pra tomar o rumo certo, mas como?... Se nem ela sabe o que quer! Decidiu seguir e o que tiver que ser, será! Reza apenas para que seja bom e traga felicidade. Agora busca conhecimento, reconhecimento e crescimento. Fazer e dar o seu melhor.
Sabe que esse caminho é longo e necessário, pretende desenhar seu mapa em linhas visíveis e bem traçadas.
Os amigos foram descritos um a um, sempre enfatizando a relevância em ter amizade em sua vida. Enfatizou OS AMIGOS e não, não eram muitos. Nem sabia se aqueles de quem dizia eram amigos de verdade também. Mas não duvidava, pelo menos naquele momento, e a intenção era tê-los por toda a vida, mesmo que distantes, acreditava que amigos, são amigos e ponto. Citou os amigos que são irmãos, estes eram dois, falou dos que seriam grandes amigos e dos grandes amigos. Falou dos que se acham muito amigos, mas não são considerados e na verdade deveriam, pois além de serem de longa data, estavam sempre ali. Contou sobre a amizade que foi linda, a tentativa de recuperação e desistência dela, deixou clara a tristeza, a saudade, a certeza de que jamais haverá retorno e que não há ressentimentos, só os votos de felicidade.
 Emocionou-se ao tentar expor tudo o que sua família representava, cada membro... como é grata pela família que tem, pelas pessoas que a fazem, a forma que se tratam e que a tratam. Tem sim suas desavenças, seus momentos de altos e baixos ocasionados pelos diversos fatores comuns de quem leva uma vida simples. É isso mesmo, desafios são pontes e fontes de coragem para melhorar e manter a união. Nunca disse com tanta certeza e verdade sobre gratidão e amor, e orgulhava-se de si mesma por não dizê-lo em vão.
 Exatamente nesta ordem os fez, pois queria guardar o melhor para o final, pelo menos o que a ela tinha maior importância. Sabia que não era o maior atrativo aos seus possíveis leitores... Não se importava com isso!
 Com tanta história daria para escrever um livro, mas de que serviriam? Para que sua vida aberta servisse de ”consolo, exemplo, alvo de crítica” para outras pessoas e a fazendo parecer fútil? Não é famosa, quem a espelharia? As pessoas aprendem com os próprios erros e achou desnecessário expor esses personagens reais.
 Ela é muito mais que isso e queria que a percebessem, não que precisasse gritar para que vissem.
Denominava-se por comparações e talvez não fosse o mais correto.  Queria aprender tal habilidade de Fulano e ensinar a sua à Ciclano. Sempre tentou transmitir o que sabia e sempre discretamente a fim de evitar comentários inoportunos. É cautelosa, media os passos, não pisava sobre ovos, mas nunca sabia por onde andava. Ia até onde lhe permitissem e não gostava de infringir as regras e além delas, criava as suas.
Limitada e liberta pelas vontades que faziam a imaginação fluir! E ia tão longe a ponto de confundir o que foi mesmo realidade, se tudo foi invenção ou verdade. Se era quem pensava, ou quem dizia ser. Sabia o que sabia e assim vivia, o que queria. Ela é feliz.



3 de abril de 2011

Senhor Gênio...

Que bom é entrar no jogo lúdico, de fantasiar ter um gênio para realizar um pedido qualquer, independente da grandeza, de valor.
Eu acredito que no mundo de hoje, gênio não é aquele que tem poderes mágicos, mas sim aquele que consegue dentro de suas condições, encontrar novas soluções para os problemas e ser feliz.
O que escolher, em meio a tantas coisas que podemos pedir quando temos a chance de realizar apenas uma?
Eu quero, com a ajuda do gênio, poder me fazer gênio.
Eu quero tempo!
Tempo para viver. 24h é pouco.
Trabalhamos em torno de 6h a 8h por dia, levamos cerca de 1h30 para chegar ao trabalho, 1h de almoço, mais 1h para ir a faculdade, 4h estudando e mais 1h pra chegar em casa. Levantamos mais cedo para nos arrumar. 5 dias por semana e aos fins de semana, maioria das vezes, voltados a trabalhos acadêmicos...
Concordo que isso é para que lá na frente nós tenhamos uma boa vida, confortável, com bens materiais almejados ao longo dessa jornada, família formada, com uma bela festa de comemoração, pagar uma escola qualificada aos filhos, vestir-se bem, comer bem, realizar viagens esporádicas em feriados curtos, e várias outras coisas.
Mas isso é uma felicidade mínima, na verdade é um alívio por realizar o básico, que é necessário para viver sem preocupações maiores.
Eu quero sim ter tudo isso, mas eu quero mais. Preciso de mais!
Eu quero ter tempo de estar com minha família agora. De curtir meus pais, compartilhar o meu dia com eles e viver dias inteiros ao lado deles. Tempo para fazer histórias com os meus amigos, de rir, falar besteira, ganhar novos amigos e manter as amizades. Tempo de conhecer novos lugares, novas culturas, ouvir histórias, ver filmes, me interessar por leitura. Conhecer novas pessoas, viver romances. Tempo para me descobrir, conhecer meus limites, ser eu mesma. Tempo para ficar sozinha, para fazer absolutamente nada, para me arrumar com calma, para dormir, para praticar esportes, fazer arte, fotografar e brindar á vida.
Se o dia fosse mais longo, e carga horária das coisas não aumentassem, eu aproveitaria muito mais e seria muito mais feliz.
Este é um pedido meu, pois sei que o ser humano é adaptável e muitos devido as condições financeiras, por almejar coisas melhores, trabalhariam mais e continuariam sem tempo de viver o que de fato traz felicidade.
Mas a felicidade é tão relativa... é como o gosto, nem todos gostam da mesma coisa e o que me faz feliz, não felicita a todos.
Trabalho e estudos são fundamentais, não só para ganharmos dinheiro e pagar as contas, mas para adquirir responsabilidade, seriedade, maturidade, conhecimento, habilidade, comunicação, desenvoltura, etc. Então não acho válido excluí-los da vida para termos tempo de sobra. Igualdade social seria uma boa escolha, mas de que adianta tê-la se as próprias pessoas por mau uso do dinheiro, consumo excessivo, a fariam novamente.
Sendo assim, acho mesmo que o ideal é boa índole, pensamento forte, maturidade e oportunidade.
Eu peço então... sabedoria, discernimento.
Quem sabe assim damos real valor ao que temos e administramos melhor o nosso tempo. Quem sabe assim os preços abaixem, aumentem os cuidados e qualidade vida.
Quem sabe assim, vivemos.

20 de fevereiro de 2011

O que quer dizer?

O início de uma frase interminada, completa por um olhar, que ainda assim deixa um "que?!" de dúvida no que realmente quer dizer.
Gestos, olhares e palavras que ao mesmo tempo que dizem, perdem-se entre seus reais sentidos, devido seus significados e formas de colocações.

Qualquer palavra pode virar um tema a ser redigido, um assunto a ser discutido, notícia de jornal.
Qualquer palavra pode nos trazer a lembrança de uma música, causar emoção, avivar sentimentos.
A palavra é ampla dentro de seus vários significados e de acordo com suas variadas formas de colocação.
A palavra soa, voa, escoa na voz. Vibra , grita, acalma, alegra, enfurece, tranquiliza, indaga, afirma, impõe, pede, omite, encanta, conta, canta, engana, mente. E é da mente que ela vem. E ela fala!
É por ela, através dela e com ela que se define um gesto, um olhar, o sentimento, o acontecimento, a imagem.
A palavra é fato. Vira gíria, transforma e traz junto a ela, outras como tal.
Tem força, tem poder... Depende da credibilidade.
Se une a outras e trazem frases, formam diálogos.
E que digam a mesma frase. A palavra muda e caracteriza seu interlocutor.
A palavra tem vontade, fala por si só. Te eleva, te submete, compromete, o põe no chão. Te acompanha, faz tua campanha.
A palavra tem palavra, e depende de quem a diz.
É questão de saber usá-la.

- Escrito em dezembro de 2010 -