12 de outubro de 2010

Não quero o que não posso escolher.

Acredito eu, que as pessoas ainda podem ser melhor. Que podem mudar e deixar de fazer com que as que a cercam, se chateiem por coisas que podem ser evitadas.
Há pouco tempo atrás, tinha a certeza que podia evitar sentimentos indesejados. Agia da forma que achava que era melhor para a situação que se colocava a minha frente, fosse em família, no trabalho, nos estudos, namoro ou nas amizades.
Sempre valorizei as relações, mas prevalecia em mim, o meu bem estar. Na verdade, o medo de não estar bem. Assim eu fazia o que fosse para evitar problemas futuros e guardava emoções que talvez tivessem que ser expostas.
Quem sabe junto a estas, não viessem os problemas? Mas todo problema tem que ser solucionado! E se com as soluções, não viessem melhorias? E se com as melhorias, não viessem novidades e evolução, e independência, e... felicidade? Não só para mim claro, mas quem partilha o problema comigo!
Mesmo assim, quando "seguimos" algo que não é tão eficaz, mas dá até que certo de alguma forma, a covardia demora a se tocar que é hora de partir.
Não, não. Nós é quem temos que ver o que realmente nos faz bem. E comigo foi assim.
Agir apenas pela razão, me obrigar a sentir o que eu achava que ia levar a situação a melhor resolução, na verdade nunca foi a melhor maneira de ser. Afinal, eu não estava sendo realmente eu, nem mesmo agindo como queria.
Talvez eu tenha demorado a perceber... Sabe aquela história de perder para aprender a dar valor, foi quase assim! Mas, foi o que me levou a parar de escolher o que sinto, a sentir... com cautela.
Acredito que as coisas são como devem ser, que nada depende só de nós e o principal, que devemos agir de acordo com o que queremos, pois isso é o que facilita com que as coisas aconteçam e é o que pode levar a dar certo.
A questão de não querer o que não posso escolher é simples: tudo o que acontece na vida de cada um, em algum momento depende de uma decisão nossa e certeza que será melhor tomada, se for feita com vontade e coragem. O que acontece depois dela, é reflexo, é história, sentimento. E se fosse novamente privado, seria opaco, monótono, morto.
O que deve ser lavado em consideração é que o próximo, assim como nós, também sente e tem vontades. Então o respeito a escolha alheia, torna-se imprescindível. Afinal, as vezes o que queremos, não é o que os outros querem e essa é não é uma escolha que depende de nós. Dica: coloque-se no lugar do outro, mas não deixe de viver em função de si mesmo.
Nem toda escolha é boa, ou dura para sempre. O contexto muda.
Sendo assim, que os contextos sejam propicios a boas escolhas, para que tenhamos sempre o melhor que a vida pode nos oferecer.
Eu sigo meu caminho, sempre renovando e rezando para fazer a escolha certa.


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