A folha estava em branco a sua frente. Muita coisa havia acontecido naquele ano que ainda estava só na metade... mas como voou.
Ela queria registrar os detalhes de cada momento, mas após cada acontecimento tanta coisa se passou na mente, que os detalhes se perderam em meio às ilusões e agora como fios de cabelo, já não se sabe mais a que cabeça pertencem, mas... Ah, para ela foram tão marcantes que sejam o que forem ela optou por então escrevê-los.
Deu início pelas histórias de romances, pois eram apenas uma felicidade instantânea, nunca nada sério que deva por mais que seu próprio tempo de duração, ser levado em consideração. Apegava-se ao fato de que eram experiências que faziam por vezes sofrer e sempre, sempre crescer. Estava ciente que ainda haviam muitas histórias para acontecer, outras que não aconteceriam e que nenhuma seria como imaginou. Que o mundo gira, que nem tudo que vai, volta e que o que volta, nem sempre é a melhor opção.
Em seguida trabalho. Ela faz uma confusão enorme com isso, acha que as coisas estão corridas e deve aproveitar as oportunidades que lhe surgem (em tudo, não só na carreira) e que não há tempo para começar de novo, afinal pode não dar certo, a hora de errar é agora e tem que saber disso o quanto antes pra tomar o rumo certo, mas como?... Se nem ela sabe o que quer! Decidiu seguir e o que tiver que ser, será! Reza apenas para que seja bom e traga felicidade. Agora busca conhecimento, reconhecimento e crescimento. Fazer e dar o seu melhor.
Sabe que esse caminho é longo e necessário, pretende desenhar seu mapa em linhas visíveis e bem traçadas.
Os amigos foram descritos um a um, sempre enfatizando a relevância em ter amizade em sua vida. Enfatizou OS AMIGOS e não, não eram muitos. Nem sabia se aqueles de quem dizia eram amigos de verdade também. Mas não duvidava, pelo menos naquele momento, e a intenção era tê-los por toda a vida, mesmo que distantes, acreditava que amigos, são amigos e ponto. Citou os amigos que são irmãos, estes eram dois, falou dos que seriam grandes amigos e dos grandes amigos. Falou dos que se acham muito amigos, mas não são considerados e na verdade deveriam, pois além de serem de longa data, estavam sempre ali. Contou sobre a amizade que foi linda, a tentativa de recuperação e desistência dela, deixou clara a tristeza, a saudade, a certeza de que jamais haverá retorno e que não há ressentimentos, só os votos de felicidade.
Emocionou-se ao tentar expor tudo o que sua família representava, cada membro... como é grata pela família que tem, pelas pessoas que a fazem, a forma que se tratam e que a tratam. Tem sim suas desavenças, seus momentos de altos e baixos ocasionados pelos diversos fatores comuns de quem leva uma vida simples. É isso mesmo, desafios são pontes e fontes de coragem para melhorar e manter a união. Nunca disse com tanta certeza e verdade sobre gratidão e amor, e orgulhava-se de si mesma por não dizê-lo em vão.
Exatamente nesta ordem os fez, pois queria guardar o melhor para o final, pelo menos o que a ela tinha maior importância. Sabia que não era o maior atrativo aos seus possíveis leitores... Não se importava com isso!
Com tanta história daria para escrever um livro, mas de que serviriam? Para que sua vida aberta servisse de ”consolo, exemplo, alvo de crítica” para outras pessoas e a fazendo parecer fútil? Não é famosa, quem a espelharia? As pessoas aprendem com os próprios erros e achou desnecessário expor esses personagens reais.
Ela é muito mais que isso e queria que a percebessem, não que precisasse gritar para que vissem.
Denominava-se por comparações e talvez não fosse o mais correto. Queria aprender tal habilidade de Fulano e ensinar a sua à Ciclano. Sempre tentou transmitir o que sabia e sempre discretamente a fim de evitar comentários inoportunos. É cautelosa, media os passos, não pisava sobre ovos, mas nunca sabia por onde andava. Ia até onde lhe permitissem e não gostava de infringir as regras e além delas, criava as suas.
Limitada e liberta pelas vontades que faziam a imaginação fluir! E ia tão longe a ponto de confundir o que foi mesmo realidade, se tudo foi invenção ou verdade. Se era quem pensava, ou quem dizia ser. Sabia o que sabia e assim vivia, o que queria. Ela é feliz.
Belo texto, quem é a moçoila em questão?rs
ResponderExcluirObrigada querido(a) leitor(a) (:
ResponderExcluirA moçoila, é apenas ela!
"...Mas ela diz
ResponderExcluirQue apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Se deus quiser..."
ouça:
http://letras.terra.com.br/biquini-cavadao/44589/
Para dormir confortavelmente bem...
Bjos,
Tetsu.
Foi uma breve leitura que resultou em uma grande inspiração.
ResponderExcluirObrigado Jéssica.
Armando